Nasceu em 1467 (ou 68) e era filho de D. Fernão Cabral e de dona Isabel Gouveia.
Seu avô, Fernão Álvares Cabral, foi guarda-mor do Infante D. Henrique, tendo morrido na Batalha de Tânger.
Ignoram-se os pormenores da biografia do fidalgo beirão que herdou de seu pai o senhor de Belmonte.
Pedro Álvares, como era o 2º filho, assinava Pedro Álvares Gouveia, pois naquele tempo só o primogênito podia usar o nome do pai.
Morrendo seu irmão, João Fernandes Cabral, ele pôde usar o cognome paterno, passando a assinar Pedro Álvares Cabral, tanto que, no dia 1º de março de 1500, referindo-se o monarca lusitano a Cabral, em carta enviada ao rei de Calicut, escreveu: "Pedro Álvares Cabral".
A conselho de Vasco da Gama, D. Manoel nomeou Cabral para comandar a 1ª expedição à Índia e dela faziam parte: Sancho de Tóvar, Nicolau Coelho, Bartolomeu Dias, Simão de Pina, frei Henrique Soares, Gaspar de Lemos, Pero Vaz de Caminha, o físico mestre João e Duarte Pacheco Pereira.
Dois anos, em 1498, Duarte Pacheco Pereira, cosmógrafo português, é enviado por D. Manoel I a localizar as terras portuguesas situadas dentro do Tratado de Tordesilhas, que ele havia assinado, como testemunha.
No dia 9 de março de 1500 Pedro Álvares Cabral comanda a grande expedição que devia seguir para a Ásia. Recebe orientação de Gama e Bartolomeu Dias que já conheciam a travessia. Serve-lhe de piloto, de Lisboa à Província de Santa Cruz, Duarte Pacheco Pereira.
Compunha-se a esquadra de Cabral de 10 naus de guerra, um navio de transporte e três embarcações, sendo todos construídos nos estaleiros do reino.
Cabral ao partir de Lisboa recebeu recomendações reservadas de D. Manoel. No trajeto passaram pelas Canárias, tendo nessa ocasião desaparecido a nau de Vasco de Ataíde.
Sempre rumando para o Oeste, os marinheiros de Cabral avistaram sinais de terra a 21 de abril e a 22 pisaram em terra firme.
Ao primeiro monte avistado deram o nome de Monte Pascoal e à terra descoberta de Ilha de Vera Cruz, por julgarem-na uma ilha.
Procuraram um lugar seguro para ancorar os navios, entre a Ponta da Corôa Vermelha e a Baia de santa Cruz que recebeu o nome de Porto Seguro, hoje Cabrália.
duas missas foram rezadas por frei Henrique Soares, da cidade de Coimbra, a 26 de abril e a 1º de maio, no Ilhéu da Corôa Vermelha.
Gaspar de Lemos voltou a Portugal, levando a D. Manoel a boa nova do descobrimento.
Cabral a 2 de maio rumou para as Índias, deixando em vera Cruz, dois degredados e dois marinheiros.
Na penosa travessia do Sul da África, quatro naus se perderam numa violenta tempestade, inclusive a de Bartolomeu Dias que, conhecedor da rota guiava a nau capitânea. Nesse naufrágio pereceu o descobridor do Cabo das Tormentas.
Depois desses reveses, Cabral chega a Quiloa, Melinde, Calicut e Cochim, de onde regressa a Portugal somente com 4 das treze naus que saíram de Lisboa.
Cabral era casado com dona Isabel de Castro e dela teve 2 filhos.
No convento da Graça, em Santarém, lê-se na pedra tumular: "Aqui jazem Pedro Álvares Cabral e dona Isabel de Castro, sua mulher".
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